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Como prevenir a leishmaniose canina

Por Redação umCOMO. Atualizado: 16 janeiro 2017
Como prevenir a leishmaniose canina
Imagem: pixabay.com

A leishmaniose canina é uma doença parasitária e endêmica, isto é, dá-se em zonas localizadas do Mediterrâneo, América do Sul, África ocidental, norte de África e Ásia, principalmente. O parasita transmissor da doença é um díptero da família dos flebótomos, cujo tamanho não supera os três milímetros, e caracteriza-se por passar desapercebido. Costuma habitar em zonas rurais ou parques, com níveis importantes de umidade. Não existe uma cura definitiva para a doença, só um tratamento pelo resto da vida. De maneira que, a prevenção é o mais recomendável. Se quiser saber como prevenir a leishmaniose canina e manter seu cachorro saudável, continue lendo este artigo de umComo.

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Passos a seguir:
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Muitas vezes, os cachorros infectados não apresentam sintomas clínicos porque a doença pode demorar inclusive anos para se desenvolver. É por isso que calcular a porcentagem exata de cachorros infectados é muito complicado. O mais aconselhável é levar o cachorro ao veterinário de forma periódica e realizar os exames específicos neles uma vez por ano para detectar se existe ou não a presença de leishmaniose canina.

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Existem vários métodos de prevenção para evitar que nosso cachorro contraia a doença. O primeiro deles é tentar evitar a picada do flebótomo na medida do possível. Para isso, é aconselhável colocar telas mosquiteiras, com um diâmetro consideravelmente inferior ao tamanho do mosquito, em todas as janelas ou portas. Do mesmo modo, é aconselhável impregná-las com inseticidas que contenham permetrina ou deltametrina, substâncias que repelem o flebótomo e que podem ser encontradas em produtos de uso doméstico.

É importante realçar que, neste caso, o uso de óleos essenciais não evitarão a entrada do mosquito e a consequente picadura. De modo que elimine esta possibilidade. O uso de inseticidas, seja em spray ou conectados à corrente elétrica, mostrou ser bem mais eficiente.

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Sabendo que os flebótomos transmissores da doença saem para picar durante a noite, é recomendável evitar passear nosso cachorro nesta faixa horária se morarmos em uma das zonas de risco, a fim de evitar a picadura. Do mesmo modo, se a casinha de nosso cachorro se encontra no jardim da nossa casa ou em outra parte externa, você deverá borrifá-la, também, com inseticida.

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O uso de pipetas e colares repelentes, ainda que não impeçam 100% a picada do mosquito, são imprescindíveis para reduzir as possibilidades de que nosso cachorro seja infectado.

  • Os colares têm uma eficácia de 95% e costumam durar entre três e quatro meses. De modo que, após este tempo, devem ser trocados por outro novo. É importante que entre seus componentes se encontrem a deltametrina ou a permetrina.
  • Quanto às pipetas, são menos eficazes que os anteriores, mas também podem ser uma boa opção. Passadas as quatro semanas de sua aplicação, a eficácia é reduzida a 55%, de modo que é aconselhável aplicar outra pipeta antes de chegar à quarta semana.
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Nossos cachorros contam com um sistema imunológico que gera dois grandes tipos de respostas imunológicas, a celular e a humoral. A humoral é a responsável por eliminar todos aqueles parasitas e bactérias que se encontram fora das células, enquanto a celular ataca dentro das células. A leishmaniose é uma das doenças que se desenvolvem dentro das células, de tal forma que deveremos reforçar a resposta celular de nosso cachorro para garantir que gerará os anticorpos necessários.

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Atualmente, existe uma vacina específica para prevenir a leishmaniose, cuja função é a de reforçar a resposta imunológica celular de nosso cachorro. Durante o primeiro ano de vida de nosso cachorro, deveremos colocar três vacinas contra a leishmaniose canina nele, com três semanas de margem entre vacina e vacina. O veterinário determinará quando aplicar a primeira. A partir do segundo ano, a vacina será anual (uma por ano). É importante seguir as datas de vacinação, se não for feito, não surtirá efeito. Os cachorros infectados não poderão ser vacinados.

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Existem várias formas de prevenir a leishmaniose canina, mas nenhuma delas é 100% eficiente, de modo que você deverá complementá-las com análises periódicas por parte do veterinário. Em caso de infecção, detectar a doença a tempo pode fazer com que o tratamento garanta uma melhor qualidade de vida para seu cachorro.

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Imagem: pixabay.com
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