A leishmaniose canina é uma doença parasitária grave no cachorro, causada por um parasita (protozoários microscópicos) denominado Leishmania. Neste artigo de umComo.com.br queremos explicar-lhe o que deve fazer, como se transmite e os efeitos secundários da Leishmaniose.
Embora dependa de cada cachorro a afetação da leishmaniose, às vezes nem sequer se apercebem e o cachorro parece estar totalmente saudável. Por isso, é importante realizar ao animal uma análise de sangue periódica (uma vez por ano, no outono) para efetuar o exame específico (denominada IFI) para detectar esta doença. Além disso, tal exame pode ajudar a identificar a presença de outros parasitas que podem comprometer a saúde do seu animal de estimação.
Normalmente, o primeiro sintoma clínico mais habitual é a perda de pelo, especialmente à volta dos olhos, orelhas e nariz. À medida que a doença vai avançando, o cachorro perde peso embora não perca o apetite. Outros sinais incluem feridas na pele que demoram a cicatrizar, crescimento anormal das unhas e lesões oculares. É crucial estar atento a qualquer mudança comportamental ou física no seu pet.
A Leishmania causadora da doença é transmitida pela fêmea de um tipo de mosquito (Phlebotomus). Este inseto pica um cachorro doente, incuba durante uns dias o parasita e pica então um cachorro saudável transmitindo-o. Estudos indicam que áreas com vegetação densa e clima quente são mais propensas à presença deste mosquito. Por isso, é essencial tomar medidas preventivas, especialmente em regiões de alto risco.
A Leishmaniose é uma doença incurável de momento no cachorro, mas não se assuste por isso, pois se se diagnosticar a tempo pode-se manter o animal feliz durante anos, sem sofrimento para ele, pois o parasita fica "adormecido" pelo tratamento (embora não desapareça) e deixa de "incomodar". Por outro lado, uma vez que o cachorro esteja em tratamento deixa de ser transmissor. Cabe destacar que o tratamento contínuo e o acompanhamento veterinário regular são essenciais para garantir que a doença não interfira na qualidade de vida do animal.
Também não se tem de preocupar pela transmissão da leishmaniose ao ser humano, uma vez que acontece rara a vez e ocorre através da picada de um mosquito e nunca por contato direto com o cachorro. Além disso, no homem a doença tem fácil tratamento e cura. O mosquito picará primeiro um cachorro que uma pessoa, pelo que ter um animal em casa protege-nos contra a doença. Entretanto, é sempre recomendável seguir as orientações de saúde pública para evitar picadas de mosquitos em geral, incluindo uso de repelentes e telas de proteção nas janelas.
Na primavera e no verão, a partir das oito da tarde, aplique repelente de mosquitos no pescoço do animal, onde não se consiga lamber, ou meta-o em casa, uma vez que é nestas horas e durante a noite que este mosquito está ativo. Tenha especialmente atenção se viver numa área mediterrânea ou se for de férias para uma zona assim com o seu cachorro, pois nesta zona a doença é endêmica. Além disso, existem colares e pipetas anti-parasitas que podem ser usados como medidas adicionais de proteção, ajudando a reduzir o risco de infecção.
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